Festa do Divino Espírito Santo
Com o apoio da Prefeitura de Angra,
através da Secretaria Municipal de Cultura, Esportes e Eventos, a
comunidade católica do Centro, promove entre os dias 18 de maio,
sexta-feira a 27, domingo, a Festa do Divino Espírito Santo que é
tereira pessoa da Santíssima Trindade.
A festa foi introduzida pela Rainha
Dona Isabel em Alenquer (Portugal), no século XIV e chegou a Angra
dos Reis, vinda da Ilha dos Açores no século XVII. São dez dias de
festa e devoção religiosa divididos em um setenário preparatório
com novenas e missas e três dias presididos pelo Menino Imperador,
que chega de barco no Cais do Pescadores, no dia 25 de maio,
sexta-feira.
Ele é recebido pelas autoridades e
como manda a tradição vai à Delegacia onde determina a soltura de
um preso, depois segue em passeata pelas ruas da cidade e
participa de um almoço comunitário. Durante os três dias em que
Menino Imperador reina na cidade o povo assiste às missas solenes
e à parte profana da festa, composta pelas antigas danças dos
Coquinhos, Lanceiros, Jardineiras, Velhos e Marujos, que se
apresentam num palco que simbolizando o “Império do Divino”.
Os festejos em louvor ao Divino
Espírito Santo em Angra dos Reis só terminam no Domingo de
Pentecostes com a queima do Quadro Glória que simboliza a paz
entre os povos. O “Império” é montado no Cais de Santa Luzia, no
Centro.
Lá o Menino Imperador, seu séqüito
(escolhidos num sorteio entre jovens da comunidade católica) e o
público assistirão as danças folclóricas (Marujos, Coquinhos,
Velhos, Lanceiros e Jardineiras). Existem duas versões para
explicar a presença do Imperador na festa do Divino.
Uma conta que a rainha D. Izabel
escolheu um homem pobre que assistia uma missa e o coroou como
rei, com diversos privilégios. Gesto que foi incorporado às
festividades. Existe ainda a lenda que diz que o rei de Portugal
teria prometido visitar uma de suas colônias na África durante os
festejos do Divino.
A visita foi desmarcada
repentinamente. A nobreza local sentiu-se desprestigiada e vestiu
um menino como rei. O falso monarca chegou à cidade de barco e
recebeu da população local diversas homenagens.
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